terça-feira, 29 de novembro de 2016

COMO É PRODUZIDO O ANTÍDOTO PARA VENENO DE COBRA

COMO É PRODUZIDO O ANTÍDOTO PARA VENENO DE COBRA
Como é produção o soro aniofídico
Produção de soro antiofídico


O antídoto contra o veneno de cobra é preparado a partir de soro de cavalos que são imunizados contra a peçonha de cobras. Doses crescentes de veneno são injetadas durante um período para que o animal fabrique anticorpos contra o mesmo.
Depois de um determinado período, o sangue do animal é retirado e os anticorpos são separados por meio de centrifugação, esse material passa ainda por um processo de remoção de agua e, entao, é armazenado o soro anti-ofídico para uso em pacientes mordidos por cobras.

É possível injetar mais de um tipo de veneno no cavalo, por exemplo; de jararaca e cascavel no cavalo, a fim de que faça anticorpos contra ambos as serpentes. Isto é feito e existem soros bivalentes: antibotrópico e anticrotálico (contra jararaca e cascavel), antilaquético e antibotrópico (contra surucucu e jararaca), etc.
Entretanto, a eficiência da terapêutica é muito maior com um soro específico do que com soros multivalentes. Assim, se o acidente for com cascavel é muito melhor injetar no paciente soro especificamente anticrotálico, do que um soro polivalente.

soro contra veneno de cobra
Extração do veneno de cobra
No Brasil são produzidos basicamente os seguintes soros antiofídicos:
Antibotrópico = contra acidentes de jararacas
Anticrotálico = contra acidentes de cascavel
Antilaquético = contra acidentes de surucucu
Antielapídido = contra acidentes de cobra-coral
Anticrotálico-botrópico = contra acidentes com cascavéis e jararacas
Antibotrópico-laquético = contra acidentes com jararacas e surucucus


IMPORTANTE !
O QUE OBSERVAR NO MOMENTO DO ACIDENTE COM UMA COBRA

- Verifique a coloração do corpo do animal que lhe mordeu. Os característicos anéis coloridos das cobras corais são gritantes. Você poderá dizer ao médico se foi ou não uma cobra coral. A confusão com as serpentes corais falsas é irrelevante, pois não trará nenhum perigo à sua saúde.
- Se não for coral, veja bem a cauda da cobra se tem ou não o chocalho típico da cascavel. O chocalho também se ouve: antes de dar o bote, a cascavel balança vigorosamente a cauda para lhe espantar com o ruído. O chocalho é muito óbvio e fácil de reconhecer. Já as escamas eriçadas da cauda da surucucu é muito mais difícil de ver.
- Tome nota da hora em que a pessoa for picada. É uma informação preciosa para o posto de socorro. Por exemplo, poderá servir ao médico para diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa: se após pouco tempo você não tem nenhum dos sintomas clínicos de envenenamento ofídico, ficará algum tempo em observação sem tomar soro. O tempo decorrido entre o acidente e a intensidade dos sintomas também é fundamental para avaliar a gravidade do caso e guiará a terapêutica a ser aplicada.
- Se não tiver nenhuma observação sobre a cobra, pelo menos informe os aspectos do local em que aconteceu o acidente: floresta, areia, rochas expostas, etc..

(Fonte:wikipdia)

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