segunda-feira, 2 de maio de 2016

Smilodon ou Tigre dentes de sabre

Smilodons - Felino pré-histórico que percorriam a América do Sul e Norte 


Smilodon é um gênero extinto de felídeo . É o mais conhecido dos dentes-de-sabre e viveu durante o Pleistoceno , mais especificamente, Smilodons percorriam a América do Sul e Norte entre cerca de 700.000 anos a 11.000 anos atrás . Vários fósseis foram encontrados em La Brea.
Tigre dentes de sabre


Características do felino

Três espécies do gênero são conhecidas, e os portes deles variam.

Acima de tudo, o smilodon era mais robusto do que qualquer felídeo moderno, com membros anteriores excepcionalmente desenvolvidos e com longos caninos. Sua mandíbula tinha uma abertura maior que a dos felídeos modernos e os caninos superiores eram compridos e frágeis, sendo adaptados a um ataque preciso . Tais atributos fizeram do smilodon um caçador especializado em grandes herbívoros como bisões e camelops.

Tigre dentes de sabre
O smilodon provavelmente viveu em habitats florestados que permitia formar emboscadas. Sua preferência em caçar grandes mamíferos pode ter sido causa de sua extinção. Existe discussão se as espécies do gênero eram animais sociais. Comparações entre respostas de predadores vocalizações de perigo e a prevalência de feridas cicatrizadas sugerem que era um animal social, enquanto que seu pequeno cérebro sugeria que era um animal solitário. Alguns fósseis mostram sinais de Espondilite anquilosante, traumas e artrite. O smilodon foi extinto há 10 000 anos.

O tamanho deste tipo de felino era bastante variável, sendo que a espécie de maior porte, o Smilodon populator, chegava a medir mais de 3 m no que se refere ao comprimento, pesando aproximados 900 kg. Em termos comparativos, o animal tinha mais robustez e era maior do que um leão na fase adulta.

Em outro aspecto, o felino era exclusivamente carnívoro, e os dentes caninos superiores que lhe deram o nome controverso de tigre-de-dente-de-sabre tinham medidas que chegavam a até 50 cm de comprimento. Suas mandíbulas apresentavam uma articulação especial, permitindo uma abertura em ângulo de 95 graus. Ou seja, era um dos maiores predadores de seu tempo.

Espécies

Tigre dentes de sabre
Smilodon fatalis (1,6 Ma - 900.000 anos) - Américas do Norte e Central;
Smilodon fatalis californicus;
Smilodon fatalis floridus;
Smilodon gracilis (2,5 Ma - 500.000 anos) - América do Norte;
Smilodon populator (1 Ma - 10.000 anos — o maior membro do gênero) - América do Sul;
Smilodon neogaeus.

Nota:
Apesar de serem mais conhecidos pelo nome "Tigre-de-dentes-de-sabre", o Smilodon não pertence a mesma espécie do tigre.






Fontes:
http://www.infoescola.com/animais/tigre-de-dente-de-sabre/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Smilodon
Tigre dentes de sabre

Origem e evolução dos mamíferos

História evolutiva dos mamíferos

Ilustração - Tigre dente de sabre caçando

Origem dos mamíferos


Os mamíferos são os atuais descendentes dos sinapsídeos, o primeiro grupo bem estabelecido de amniotas que surgiu no Carbonífero Superior. Os sinapsídeos apresentavam várias características mamíferas, notadamente a existência de uma única fossa temporal de cada lado do crânio e a diferenciação de dentes molares, mas no essencial, a sua anatomia manteve-se tipicamente reptiliana, com membros transversais, coanas e uma pequena cavidade neurocraniana.

A classe Sinapsida compreendia duas ordens: a Pelicosauria, um grupo mais primitivo; e a Therapsida, chamada também de répteis mamalianos evoluídos, que representam a transição para os verdadeiros mamíferos. Dentro da última, encontram-se os cinodontes, grupo que serviu de transição entre os répteis e os mamíferos. Nos cinodontes observam-se vários traços mamalianos, como a fossa temporal aumentada, o número de ossos que forma a parte superior do crânio é reduzido, diferencia-se o palato secundário, a parede do neurocrânio modifica a sua organização, e os dentes tornam-se cada vez mais complexos e especializados.

Os primeiros mamíferos, ou mamaliformes como são tipicamente conhecidos, apareceram no período Triássico. Durante todo o restante da era Mesozoica, estes primitivos mamíferos, conhecidos em sua maioria por poucos esqueletos e de considerável número de crânios, mandíbulas e dentes, foram animais de tamanho diminuto e ecologicamente insignificantes. Entretanto, sua contribuição foi especialmente importante para a evolução, pois foi durante o final do Jurássico e início do Cretáceo que estes animais estabeleceram as características básicas mamíferas que levaram a uma tremenda variedade de formas que viveram durante a era Cenozoica.

Houve dois grandes períodos de diversificação dos mamíferos durante a era Mesozoica. O primeiro, englobando o final do Triássico e o Jurássico e estendendo-se pelo Cretáceo Inferior, produziu formas de transição do estágio reptiliano para o mamífero, conhecidas como mamaliformes, que em sua maioria, não sobreviveu além da era Mesozoica. A segunda radiação, a qual ocorreu no Cretáceo Médio, foi composta de mamíferos mais derivados, ou seja os verdadeiros mamíferos, incluindo os primeiros térios.

Evolução dos mamíferos

Mamute - mamífero pré histórico
A evolução dos mamíferos a partir dos sinapsídeos (répteis ancestrais dos mamíferos) foi um processo gradual que levou aproximadamente 70 milhões de anos, do médio Permiano ao médio Jurássico. Na metade do Triássico, havia muitas espécies que se pareciam com mamíferos, e apenas no início do Jurássico aparecem os primeiros mamíferos verdadeiros. O primeiro marsupial conhecido, o Sinodelphys, apareceu há 125 milhões de anos, no início do Cretáceo; mais ou menos na mesma época se desenvolvem os Eutheria, e dois milhões de anos mais tarde surgiram os primeiros Monotremos. Na maciça extinção do Cretáceo-Terciário desaparecem os dinossauros, restando as formas aviárias, e os mamíferos iniciam um processo de diversificação e ocupação dos nichos ecológicos vagos, até que no fim do Terciário todas as ordens modernas já se haviam estabelecido.

Do ponto de vista da nomenclatura filogênica, os mamíferos são os únicos sinapsídeos sobreviventes, uma linhagem que se distinguiu dos sauropsídeos, os répteis, no fim do Carbonífero, tornando-se os maiores e mais comuns vertebrados do período Permiano. O desenvolvimento de algumas características típicas dos mamíferos, como a endotermia, os pelos e o cérebro maior, pode ter sido estimulado pelo predomínio anterior dos dinossauros, que ocupavam os nichos ecológicos diurnos e forçaram os mamaliformes para os nichos noturnos.

As evidências dessa evolução se encontram principalmente nos fósseis. Durante um bom tempo fósseis dos mamíferos mesozoicos e seus antecessores imediatos eram escassos e fragmentários, mas o estudo se aprofundou quando na década de 1990 foram encontrados diversos achados importantes, especialmente na China. As novas técnicas científicas como a filogenética molecular também deram contribuição significativa, esclarecendo e fixando pontos de divergência evolutiva que levaram ao surgimento de espécies modernas. Embora as glândulas mamárias sejam a assinatura nos mamíferos modernos, pouco se conhece sobre sua evolução e sobre o processo de lactação, e menos ainda sobre o desenvolvimento do neocórtex, outro traço distintivo desse grupo. O estudo sobre a evolução dos mamíferos se concentra atualmente no desenvolvimento dos ossículos do ouvido médio a partir da articulação da mandíbula dos ancestrais amniotas, junto com a análise da evolução da postura ereta dos membros, do palato secundário, do pelo e do sangue quente.

(Fonte:wikipédia)